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Textos com Etiquetas ‘Negócios’

Momento favorece criação de empresas nacionais de internet

26, abril, 2011

Para quem tem interesse em montar seu próprio negócio na internet, o momento pode ser favorável para buscar os investimentos necessários. Isso porque, o bom desempenho da economia brasileira trouxe ao País uma série de investidores interessados em financiar start-ups (nome dado a empresas iniciantes) nacionais. Além disso, questões como o aumento da penetração da banda larga e o desempenho excepcional de companhias online – como Facebook e Google – melhoraram o ânimo de investimentos nas ‘pontocom’.

“A situação hoje é mais favorável para quem precisa buscar fontes de financiamento”, considera o vice-presidente de fusões e aquisições do Buscapé, Ayrton Aguiar. Ele lembra que cerca de cinco novos fundos de venture capital (capital de risco) se instalaram no País recentemente, além disso, existem uma série de programas de entidades como o Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), voltados a investir em start-ups.

O próprio Governo federal, na visão de Aguiar, está muito alinhado com políticas voltadas a promover o empreendedorismo na internet. “Existe uma percepção de que o investimento em inovação e tecnologia é fundamental para o Brasil desenvolver uma fonte de emprego qualificado”, pontua o vice-presidente do Buscapé.

O caminho para o empreendedorismo no País, no entanto, não é fácil. Além de lidar com uma das mais altas cargas tributárias do mundo, quem decide criar sua própria empresa na internet precisa estar preparado para “ralar muito”, avisa Aguiar, que completa: “É necessário ter muita paixão pelo trabalho e um esforço gigantesco.”

Na mesma linha, Pedro Filizzola, evangelizador da Samba Tech – empresa brasileira que oferece uma plataforma para distribuição de conteúdo online –, considera que um dos segredos para os empreendedores é a persistência. Nesse sentido, ele lembra que, em média, uma companhia brasileira precisa tentar pelo menos três vezes lançar um produto ou serviço inovador antes de obter o sucesso.

Outro segredo, na visão de Filizzola, é escolher um nicho de mercado no qual exista um bom espaço para crescer. Nesse sentido, ele lembra que a própria Samba Tech, que nasceu originalmente como uma distribuidora de games para celular, decidiu mudar de foco quando percebeu que o telefone móvel era apenas uma das plataformas para a qual poderia oferecer conteúdo e que poderia ganhar muito mais mercado com uma oferta para diferentes dispositivos. Graças a essa nova estratégia, a companhia conseguiu um aporte de US$ 3 milhões em 2008, “que foi essencial para alavancar nosso crescimento”, destaca.

O executivo relata também que uma lição aprendida pela Samba Tech e que pode ser essencial para qualquer empreendedor é que as pessoas não podem perder tempo planejando demais. “Teste o produto no mercado o mais rápido possível e, a partir daí, faça os ajustes necessários”, conclui.

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Exportação de software cresceu 7% em 2009 e ocupa 12. lugar no ranking mundial

7, julho, 2010

A ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) acaba de divulgar a 6ª edição da pesquisa “Mercado Brasileiro de Software  Panorama e Tendências”. Conduzido pelo IDC (International Data Corporation), o relatório traz uma radiografia completa do cenário vivido por esse mercado em 2009, bem como as principais tendências que se destacarão no segundo semestre de 2010.

De acordo com o estudo, mantendo-se estável no cenário mundial de softwares e serviços, o mercado brasileiro ocupou a 12ª colocação no mundo, e movimentou cerca de US$ 15,3 bilhões em 2009  saldo 2,4% acima do alcançado no ano anterior. Desse total, US$ 5,4 bilhões referem-se a softwares e US$ 9,9 bilhões a serviços, o equivalente a 1,70% e a 1,78% do mercado mundial, respectivamente. No mesmo período o mercado mundial de softwares e serviços registrou pequeno avanço de 0,89% e movimentou US$ 880 bilhões.

O mercado mundial de Tecnologia da Informação apresentou desempenho inferior a 2008: US$ 1,43 trilhão em movimentações, com queda de 2,7% em relação ao ano anterior. A América Latina registrou o oposto: US$ 65 bilhões e crescimento de 6,5% no período.

Exportação de software e serviços

Destaque para os resultados alcançados com a exportação. Durante o período o país registrou avanço de 7%, montante equivalente a US$ 363 milhões. As vendas de licenças de software especificamente tiveram salto de 12%.

Consideramos esses valores um indício positivo da capacidade de reação do setor, confirmando um potencial muito grande a ser explorado fora do país. Mas em nossa avaliação, para alavancarmos as exportações, precisamos resolver problemas estruturais relacionados ao modelo setorial. Hoje os governos são os maiores produtores e concorrentes do setor, não estimulam pesquisa e inovação  à medida que dão preferência à utilização de softwares com fonte aberta, opção que também cria conflito ou dificuldades para a defesa da propriedade intelectual, reflete Gérson Schmitt, presidente da ABES.

Além disso, de acordo com o executivo, o modelo de exportação defendido pelo Governo baseia-se no crescimento das vendas de serviços em vez de apostar em inteligência empacotada, o que pode agravar ainda mais o contexto apresentado pelo IBGE, que estima a falta de aproximadamente 200 mil profissionais no setor e custos de mão-de-obra maiores que os principais concorrentes internacionais.

Desse cenário decorre um perfil setorial de 94% de micro e pequenas empresas com condições que desfavorecem seu crescimento ou longevidade; uma balança setorial negativa  com tendência a piorar quando começar a se importar serviços mais baratos em outros países para ser competitivo no atual modelo setorial; e o desperdício de uma oportunidade estratégica de diferenciação de desenvolvimento apoiado no talento e criatividade brasileira, conclui.

Radiografia da indústria nacional

Segundo estudo do IDC, atualmente o setor é composto por 8,5 mil empresas, das quais 76,5% dedicam-se ao desenvolvimento, distribuição e comercialização de softwares, formando uma cadeia de valor com grande potencial de expansão pela sua capilaridade no mercado interno.

Assim como nos dois últimos anos, quase 50% da demanda registrada foi proveniente dos mercados financeiro e industrial. Na sequência estão os segmentos de agroindústria, governo, comércio e serviços. 

Tendências e expectativas para 2010

Segundo o IDC, as previsões para o segundo semestre de 2010 são bastante positivas. O mercado total de Tecnologia da Informação brasileiro terá aumento estimado em 6,5%, acima da América Latina, com 6,3%, e do mercado mundial de TI, com 3,5%. Especificamente em relação a software e serviços, a indústria nacional alcançará 8,5% de crescimento.

Algumas tendências impulsionarão tais resultados. A expansão da computação em nuvem, cuja demanda deve triplicar nos próximos cinco anos; a procura por aplicativos de análise e de inteligência para o negócio, que crescerá mais de 10% em 2010; o aumento significativo da venda de laptops e smartphones, ocasionado pelo número cada vez maior de usuários; e as oportunidades geradas com o advento da TV Digital, são alguns pilares que se destacarão ao longo desse ano e dos próximos períodos, finaliza Schmitt.

Para mais informações acesse o estudo completo.

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Eike Batista tem planos de criar fundo e investir no futebol

29, março, 2010

Com a Copa do Mundo de 2014 batendo na porta, Eike Batista – apontado pela revista Forbes o oitavo homem mais rico do mundo – pensa investir no futebol. Com uma fortuna estimada em US$ 27 bilhões (cerca de R$ 49 bilhões), o empresário está analisando o mercado para formar um fundo de investimentos para negociar jogadores.

Para isso, Eike Batista está buscando pessoas com experiência no meio. O tetracampeão Branco é um dos nomes ligados ao projeto. Torcedor do Botafogo, o empresário pensa em algo grande, que envolva grandes times internacionais. Apesar da paixão pelo Alvinegro, até hoje ele nunca se envolveu com negócios no clube carioca.

Com sua fortuna, Eike Batista poderia…

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Oracle compra a Sun

22, abril, 2009

A Oracle anunciou a aquisição da Sun Microsystems no início da semana. O negócio, de US$ 7,4 bilhões, prova que a crise financeira mundial não afeta todas as áreas da mesma forma. A velocidade nas negociações também chama a atenção, já que não se passaram nem cinco dias entre o início e o final das conversas. Quem mais perde no negócio é a IBM, que tentou recentemente adquirir a Sun Microsystems.

A Oracle já tem planos para utilizar as tecnologias da Sun Microsystems. Nos mercados corporativos, a maioria dos bancos de dados da Oracle é executava no Sun Solaris (sistema operacional da Sun). Como agora as duas empresas são uma só, imagine como sistema operacional e banco de dados poderão ser integrados – aliás, esta é a afirmação do chefe executivo da Oracle, Larry Ellison, quando este anunciou para os analistas do mercado.

Já a conhecida linguagem de programação Java será usada para melhorar seus middlewares (middleware é um software usado como ‘ponte’ entre dois outros programas). A Oracle já desenvolve middlewares usando Java, mas como ela agora se tornou  ‘dona’ da linguagem, a tarefa se torna muito mais fácil.

Vale lembrar que a Sun Microsystems também é fabricante de servidores, o que transforma a Oracle no sonho de muitas empresas: ser uma fornecedora completa para o mercado. Para efeitos de comparação, é como se a Microsoft também vendesse servidores, além do sistema operacional para eles. É exatamente isto que a Oracle fará no mercado corporativo, com todas as suas aquisições. Se ela conseguirá gerenciar todas estas tecnologias, é outra história…

Claro que já começaram as especulações pós-fusão, e a mais séria delas diz respeito ao MySQL. O famoso software gerenciador de bancos de dados foi adquirido pela Sun Microsystems no início de 2008, o que significa que a Oracle agora é dona do banco de dados open-source mais usado do mundo. Será que ela manterá o software, sabendo que ele é ‘rival’ de seu próprio produto? Muitos desenvolvedores começam a se preocupar..

Quando a Oracle comprou a PeopleSoft em 2005, ela cortou 5 mil empregos, e quando ela comprou a Seibel em 2006, ela demitiu 2 mil funcionários. Seguindo a regra de que fusões entre empresas geram cargos reduntantes ou repetidos, analistas estimam que a Oracle tenha que cortar entre 5,5 mil e 10 mil funcionários para se manter lucrativa após a aquisição da Sun.

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